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Sábado, 10 de outubro de 2026

Papa Leão XIV condena pena de morte em meio a planos dos EUA

A pena de morte é inadmissível por representar um ataque direto à dignidade humana, conforme reforçado pelo papa Leão XIV neste sábado, 10 de outubro de 2026. A manifestação ocorreu diante da polêmica gerada pelos planos do governo dos Estados Unidos de transmitir ao vivo a execução de um ex-militar condenado por um ataque que vitimou 13 pessoas.

Em publicação nas redes sociais por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, o pontífice defendeu que os sistemas prisionais contemporâneos possuem capacidade suficiente para proteger a sociedade e garantir a Justiça sem a necessidade de recorrer à morte de condenados. A mensagem foi acompanhada da hashtag #NoDeathPenalty, reafirmando que o Estado não deve retirar a possibilidade de redenção do indivíduo.

A controvérsia escalou após o Pentágono anunciar a transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo atentado na base militar de Fort Hood, no Texas, ocorrido em 2009. Com execução marcada para 3 de dezembro de 2026, o caso mobilizou críticas institucionais globais.

Na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, classificou como inaceitável a transformação de uma execução em espetáculo. Segundo o Vatican News, a Igreja Católica sustenta que a pena capital é incompatível com a dignidade humana, ecoando a posição consolidada pelo papa Francisco em 2018, quando o Catecismo da Igreja Católica foi revisado para considerar a prática inadmissível em todas as circunstâncias.

Representantes da Conferência dos Bispos Católicos americanos, liderados pelo arcebispo Paul Coakley, também se manifestaram, classificando a proposta do governo Trump como uma promoção da cultura da morte. Caso o cronograma se mantenha, esta será a primeira execução militar nos Estados Unidos desde 1961.

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