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Sábado, 24 de outubro de 2026

Promotoria investiga terrorismo após apreensão de livro de Hitler com atirador na França

A Promotoria francesa especializada em terrorismo (PNAT) instaurou investigação contra Kevin T. por homicídios e tentativas de homicídio motivados por ódio racial e ideologia extremista, após o suspeito realizar um atentado nos arredores de Paris. A decisão, fundamentada nas alegações racistas proferidas pelo detido durante sua prisão na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, marca um desdobramento crítico na segurança nacional francesa, visto que os atos foram qualificados como terrorismo por visarem indivíduos em razão de sua suposta origem, etnia ou religião.

O ataque ocorreu quando o suspeito, a bordo de um Renault Clio e munido de submetralhadora e granadas, percorreu as cidades de Trappes e La Verrière buscando vítimas específicas. O ato resultou na morte de um homem de 26 anos e deixou cinco feridos, incluindo uma menina de 12 anos. A trajetória mortal foi interrompida após uma perseguição de 20 minutos, ação elogiada pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez.

Durante busca na residência de Kevin T. em Plaisir, realizada ainda na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, agentes encontraram um exemplar de "Mein Kampf", obra de Adolf Hitler, além de um artefato explosivo preparado com botijões de gás. A presença do livro do ditador nazista, que fundamentou o Partido Nazista na Alemanha, é tratada como evidência central da radicalização do autor, que, apesar de possuir condenações criminais anteriores, não figurava como extremista monitorado.

Emmanuel Macron, em visita a Trappes na noite de sexta-feira, 23 de outubro de 2026, classificou o episódio como um ponto de inflexão para o país. O presidente reforçou que o ataque, desferido contra compatriotas devido à cor de sua pele ou religião, não possui lugar na República. Enquanto o inquérito avança, o cenário político francês permanece tensionado, com protestos em Orléans neste sábado, 24 de outubro de 2026, questionando o impacto dos discursos de figuras como Marine Le Pen frente à crescente polarização social.

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