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Domingo, 11 de outubro de 2026

Doenças cardiovasculares causam um óbito a cada 72 segundos no Brasil

A Sociedade Brasileira de Cardiologia confirmou que o Brasil registra um óbito a cada 72 segundos em decorrência de doenças cardiovasculares. O levantamento, detalhado nesta sexta-feira, 09/10/2026, aponta uma média diária de 1.194 vidas perdidas para essas enfermidades, uma realidade que impacta profundamente a estrutura familiar e a saúde pública nacional.

Os dados, que integram o novo Hub de Doenças Cardiovasculares lançado em parceria com a World Heart Federation (WHF), indicam que o número de mortes totalizou 334.898 até às 11h do dia 08/10/2026. A ferramenta foi apresentada durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia.

A plataforma centraliza indicadores do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e estimativas do GBD (Global Burden of Disease) 2023, utilizando dados populacionais do DataSUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo é oferecer transparência sobre as séries históricas e projeções futuras. Segundo os cálculos, o Brasil corre o risco de ver um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, saltando de 417.550 em 2024 para 462.573.

Especialistas alertam que a reversão desses números depende de políticas públicas robustas de controle da hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade, além da agilidade no atendimento de urgências como infarto e AVC. O cenário é preocupante em estados como Alagoas, que lidera o índice de mortalidade com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes, seguido por Amapá (225,1) e Mato Grosso do Sul (220,4).

Apesar do cenário atual, há espaço para otimismo fundamentado em dados históricos. Desde o ano 2000, o país conseguiu reduzir a taxa de mortalidade padronizada em 36%, saindo de 306,4 para 195 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2024. A reportagem foi realizada sob supervisão de André Rigue.

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