Receita Federal e Ibama interceptam tarântulas enviadas como suplemento no Ceará
A Receita Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram a apreensão de duas tarântulas escondidas em uma encomenda declarada falsamente como suplemento, em ação registrada na quinta-feira, 29 de outubro de 2026. A operação ocorreu na Região Metropolitana de Fortaleza, após fiscalização em uma transportadora, e reforça o combate ao tráfico de animais silvestres no Ceará.
O episódio, parte da Operação Fronteira, envolveu a interceptação de um pacote enviado de São Paulo. Ao fiscalizarem o conteúdo, agentes da Divisão de Vigilância e Repressão da Receita Federal na 3ª Região Fiscal descobriram dois espécimes vivos em condições inadequadas de transporte, um risco direto à integridade desses seres vivos e à preservação das espécies.
As aranhas pertencem a espécies distintas: uma Avicularia taunayi, nativa do Cerrado brasileiro, e uma Brachypelma klaasi, originária do México. Esta última espécie é protegida pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), o que confere gravidade adicional ao caso. O tráfico de animais silvestres compromete a biodiversidade e ignora normas internacionais rigorosas de proteção.
Depois da apreensão, os animais foram encaminhados nesta terça-feira, 03/11/2026, ao Laboratório de Zoologia Experimental, vinculado ao Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na instituição, as tarântulas recebem os cuidados necessários para sua destinação final adequada.
A Receita Federal não divulgou os nomes dos envolvidos no envio ou recebimento da carga. O trabalho conjunto com o Ibama, fundamentado em análises de risco, demonstra a importância da Operação Fronteira na proteção da fauna contra o comércio ilegal que utiliza rotas logísticas para camuflar infrações ambientais.
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