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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

CNI alerta para riscos econômicos após aprovação da PEC que extingue escala 6 x 1

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu um alerta sobre os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado para reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extinguir a escala 6 x 1, conforme posicionamento formalizado nesta quinta-feira, 15/10/2026. A instituição classifica a mudança como preocupante e projeta cenários de instabilidade que incluem a possibilidade de demissões e o repasse de custos operacionais aos consumidores brasileiros.

Para a entidade, o avanço da matéria em período eleitoral ignora as fragilidades estruturais que o Brasil enfrenta atualmente. A Confederação Nacional da Indústria argumenta que a medida desconsidera gargalos como a baixa produtividade e a dificuldade das empresas em manter a competitividade no mercado internacional.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, criticou a celeridade do processo legislativo. “Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, declarou. Alban expressou a expectativa de que o Congresso Nacional reavalie o tema após a observação dos efeitos práticos na economia.

Levantamentos técnicos da organização apontam dados expressivos sobre os efeitos da alteração:

  • Custos de produção: Elevação estimada em R$ 267,2 bilhões para as empresas.
  • Produto Interno Bruto: Queda projetada de 0,7%, montante equivalente a R$ 76,9 bilhões.
  • Inflação ao consumidor: Alta média de 6,2%, com impacto direto em itens básicos; compras de supermercado podem sofrer encarecimento de 5,7%.
  • Indústria: Produtos industrializados devem registrar alta de 6%, atingindo até 6,6% no setor de roupas e calçados.

Além da pressão sobre os preços, a CNI ressalta que o setor produtivo enfrentará desafios operacionais severos para realizar a reorganização do processo fabril em um ambiente de juros elevados e carga tributária elevada. A instituição reforça que a medida gera um clima de insegurança jurídica, forçando a indústria a buscar adaptações drásticas em suas escalas para manter a continuidade das atividades.

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