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Sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Crescimento das exportações no Ceará impõe desafio tributário às empresas

As empresas cearenses enfrentam um momento de reavaliação estratégica diante do crescimento das exportações e da transição para um novo modelo fiscal no País, conforme análise atualizada nesta sexta-feira, 06/11/2026. A necessidade de planejamento financeiro rigoroso tornou-se imperativa para que o aumento do volume operacional, impulsionado pela infraestrutura logística regional, não seja neutralizado por custos tributários e gargalos de caixa.

Dados do levantamento Ceará em Comex, do Centro Internacional de Negócios da Fiec, indicam que a corrente de comércio estadual atingiu US$ 3,47 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma alta de 4,3% frente ao mesmo período de 2025. As exportações lideraram o movimento com um crescimento de 8,2%, totalizando US$ 1,63 bilhão, amparadas pelo desempenho do Porto do Pecém, que registrou recorde na movimentação de contêineres.

Para Fernando Cavalcanti, fundador da Valestrá, o crescimento das vendas externas não traduz automaticamente maior rentabilidade se a gestão não considerar variáveis como câmbio e a transição do Impostosobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), prevista para 2029. O empresário ressalta que estruturas tributárias complexas podem comprometer a competitividade, exigindo uma análise técnica apurada sobre créditos e regras de transição.

Ricardo Meneses, diretor da Valestrá em Fortaleza, reforça que a diversidade da economia local exige soluções customizadas. Segundo o executivo, empresas que dependem de importações e cadeias de fornecimento globais precisam conciliar eficiência operacional com a segurança jurídica do planejamento tributário. Na mesma linha, André Menezes, líder da operação cearense, destaca que a proximidade com o mercado é essencial para mapear os riscos específicos de cada segmento industrial.

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