Dólar mantém trajetória de alta sob pressão de conflitos globais
A moeda norte-americana registrou valorização acentuada nesta segunda-feira, 12/10/2026, impulsionada pela escalada de incertezas geopolíticas e pela alta nos preços do petróleo. O movimento reflete o temor dos mercados diante da fragilidade do cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, proposto pelo presidente Donald Trump, somado aos conflitos persistentes no Oriente Médio, que elevaram a busca por ativos de segurança.
No fechamento das negociações, por volta das 16h50 (de Brasília), o índice DXY, que compara o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, registrou alta de 0,37%, alcançando 102,589 pontos. Em paralelo, a moeda recuou o euro a US$ 1,1158 e a libra a US$ 1,3209, enquanto o dólar avançava para 158,657 ienes. O cenário mantém a divisa próxima à máxima de 18 meses, exacerbado pela cautela dos investidores antes da divulgação de indicadores de inflação dos EUA.
A tensão internacional ganhou novos contornos após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciar um ataque russo a uma infraestrutura energética em Kharkiv, logo após a promessa de cessar-fogo feita por Donald Trump. No Oriente Médio, a instabilidade foi agravada por ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, contra um aeroporto em Riad, na Arábia Saudita.
Para analistas do ING, a tendência é de permanência da força do dólar. A resiliência da economia dos Estados Unidos, aliada à persistência da inflação acima da meta, fortalece as apostas de que o Federal Reserve manterá uma postura rigorosa na condução da política monetária. A expectativa agora recai sobre o relatório de CPI dos EUA, agendado para 14 de outubro de 2026, que deve ditar o ritmo das próximas decisões do Fed.
Embora as operações tenham sido marcadas pelo feriado nos Estados Unidos, que manteve o mercado de títulos fechado, as bolsas de valores operaram normalmente, refletindo a volatilidade dos ativos diante do cenário macroeconômico global.
Comentários (0)
Deixe seu comentário