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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Petróleo supera US$ 106 por barril após escalada de conflitos globais

O preço do petróleo disparou para patamares superiores a US$ 106 por barril nesta segunda-feira, 12/10/2026, impulsionado pela fragilidade de um suposto acordo de cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia e pela intensificação de ataques no Oriente Médio. A volatilidade dos preços reflete o temor do mercado quanto à segurança do fornecimento global de energia frente à escalada militar.

A turbulência no mercado foi agravada pelo desencontro de informações oficiais. No domingo, 11/10/2026, Donald Trump declarou em suas redes sociais a existência de um cessar-fogo energético entre as nações em conflito. Contudo, Volodymyr Zelensky desmentiu a informação, apontando que, enquanto a Ucrânia manteve a posição, Moscou bombardeou instalações estratégicas em Kiev. Em entrevista à Fox News, Volodymyr Zelenskyy reforçou que a postura russa ignora qualquer tentativa de trégua, demonstrando a necessidade de maior pressão internacional sobre o governo de Putin.

O impacto humanitário do conflito no Oriente Médio também atinge níveis críticos. A Arábia Saudita confirmou que ataques de drones e mísseis atingiram o aeroporto internacional de Riad, resultando em 13 mortes e deixando 300 feridos. O grupo Houthis, do Iêmen, assumiu a autoria das ações, justificando-as como retaliação ao envolvimento saudita na guerra civil iemenita.

A instabilidade estende-se às rotas marítimas, com relatos de ataques a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz. A ameaça aos fluxos comerciais e à infraestrutura de energia gera reflexos imediatos nos custos de produção e transporte global, elevando a cotação do barril a US$ 106,85, uma alta de 2% que preocupa especialistas quanto ao custo de vida e à inflação energética.

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