Setor de serviços impulsiona geração de empregos formais no Ceará em 2026
O mercado de trabalho cearense consolidou uma trajetória de expansão ao registrar a abertura de 42.903 postos formais ao longo de 2026, conforme dados consolidados até setembro. O balanço foi divulgado pelo Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, nesta quinta-feira, 05/11/2026.
Essa marca coloca o Ceará na terceira posição entre os maiores geradores de vagas do Nordeste, superado apenas por Bahia, com 83.055 postos, e Pernambuco, com 50.596. O desempenho reflete diretamente na dignidade das famílias cearenses, que encontram maior estabilidade financeira e garantias previdenciárias através da formalização do vínculo empregatício. Com esses números, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada no Estado atingiu a marca de 1.417.531 profissionais.
O governador Elmano de Freitas atribuiu os resultados à estratégia estadual de atrair novos empreendimentos e investir na qualificação técnica da mão de obra local. Segundo o gestor, o avanço é fruto de uma articulação contínua entre poder público e setor privado para garantir que a população esteja preparada para as oportunidades.
Setores estratégicos e perfil da contratação
O setor de serviços consolidou-se como o motor da economia local, sendo responsável por 30.036 das novas vagas abertas até o período. Completam a lista de maiores geradores a construção civil (9.929), a indústria (1.449), a agropecuária (991) e o comércio (496).
Um dado relevante deste ciclo de contratações é a maior inserção feminina no mercado, ocupando 22.243 postos, contra 20.660 ocupados por homens. Além disso, o dinamismo econômico beneficiou prioritariamente os jovens entre 18 e 24 anos, que absorveram 34.039 das oportunidades criadas.
Somente em setembro, o Estado adicionou 5.156 novos empregos ao mercado. O salário médio de admissão no Ceará foi de R$ 2.081,38, patamar que supera a média regional do Nordeste, situada em R$ 2.073,28.
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