Governo federal amplia envio de aeronaves para conter incêndios no Amazonas
O governo federal intensificou a estratégia de enfrentamento às queimadas no Amazonas ao anunciar o envio de cinco aeronaves adicionais e o reforço ostensivo de tropas de segurança para a região, medida confirmada neste domingo, 18/10/2026. A decisão, tomada em caráter de urgência, visa conter o avanço dos incêndios que comprometem a qualidade do ar e a preservação do bioma, garantindo que o impacto direto à saúde da população local e à integridade do ecossistema seja mitigado com maior agilidade operacional.
A ampliação do suporte aéreo inclui a destinação de um segundo avião KC-390, equipamento capaz de despejar até 19 mil litros de água por incursão, complementando a frota que já operava na região com outros modelos. Com o acréscimo, o total de aeronaves em operação no estado sobe de 11 para 16, incluindo helicópteros para transporte logístico em áreas de difícil acesso e suporte às equipes em solo.
Além do aparato técnico, a operação ganha o reforço das Forças Armadas, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Enquanto a PRF focará no patrulhamento de vias secundárias e no apoio tático às ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os militares atuarão diretamente nas frentes de combate. O Ibama registra, desde o início da temporada, 317 focos extintos, com um histórico de 600 mil litros de água lançados em 260 horas de voo desde 9 de outubro de 2026.
Para alinhar as ações, uma comitiva ministerial desembarca em Manaus neste domingo, 18/10/2026. A missão é composta pelos ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Defesa, José Múcio Monteiro; e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Em declaração proferida no dia 16 de outubro de 2026, João Paulo Capobianco indicou que as investigações sobre a origem criminosa dos incêndios avançaram significativamente. O governo trabalha com a identificação de suspeitos e prevê que prisões sejam efetuadas em breve, marcando um endurecimento na fiscalização contra crimes ambientais que afetam a rotina das comunidades amazonenses.
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