Queda do desmatamento na Amazônia evita emissão de gases equivalentes à França
A contenção do desmatamento na Amazônia impediu que 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa fossem lançadas na atmosfera, um volume que supera as emissões totais de um país como a França no período entre 2023 e 2025. O dado, divulgado em 18/10/2026, é fruto de uma estimativa técnica do físico Shigueo Watanabe Jr., pesquisador do ClimaInfo, e ilustra o impacto real da preservação ambiental na dignidade climática global.
A análise ganhou relevo após o governo brasileiro confirmar uma queda histórica no desmatamento do bioma. Registros do Prodes, gerido pelo INPE, apontam que entre agosto de 2025 e julho de 2026 a Amazônia perdeu 3.335 km² de floresta. O número representa uma redução de 42% na comparação com o ciclo anterior e marca o menor índice desde o início da série histórica, em 1988.
Ao confrontar os números atuais com os de 2021, quando o desmatamento superou 13 mil km², a diminuição atinge cerca de 75%. O cálculo do ClimaInfo considera as emissões evitadas de setores industriais, transportes, agricultura e energia conforme inventários nacionais. Esta marca reforça o papel do Brasil no cumprimento de metas do Acordo de Paris, sendo um passo fundamental para frear o aquecimento global.
Desde 2023, o governo federal retomou as diretrizes de prevenção e controle, fortalecendo a fiscalização ambiental e incentivando a manutenção da floresta em pé. O objetivo estratégico estabelecido é alcançar o desmatamento zero até 2030.
Para Shigueo Watanabe Jr., embora os resultados apontem para a direção correta, a manutenção das políticas públicas é inegociável. Cada tonelada de CO₂ que deixa de ser emitida hoje representa menos sobrecarga para o clima futuro. O pesquisador alerta que o desafio de descarbonização exige constância e aprofundamento das medidas já implementadas sob supervisão de Manuella Dal Mas.
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