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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Queimadas no Amazonas elevam risco de doenças graves e sobrecarregam SUS

A exposição a elevados níveis de poluentes atmosféricos decorrentes de incêndios florestais ameaça a saúde pública no Amazonas, onde o índice de qualidade do ar alcançou a marca de 693 pontos, nível classificado como perigoso pela plataforma internacional IQAir, nesta domingo, 18/10/2026. A decisão de monitorar e alertar a população foi reforçada diante do impacto direto da inalação de material particulado na integridade física dos moradores.

O transporte desses poluentes por correntes de vento torna o problema uma questão de abrangência estadual. Conforme dados da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde de Manaus), o cenário já impactava a rede de assistência antes mesmo deste agravamento, com um aumento de 10,5% nos atendimentos por problemas respiratórios registrados entre agosto e setembro. O Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão ligado ao Ministério da Defesa, contabilizou 1.892 focos de incêndio apenas nos primeiros 17 dias de outubro.

Impactos na saúde e riscos de morte

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a inalação desses poluentes provoca desde irritações imediatas, como tosse e falta de ar, até o agravamento fatal de condições pré-existentes. No Brasil, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde destacam que grupos vulneráveis — crianças, idosos e gestantes — enfrentam riscos elevados de desenvolver Doenças Cardiorrespiratórias e Vasculares, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além da associação direta com Câncer de Pulmão.

A exposição a curto ou longo prazo à má qualidade do ar contribui para o óbito prematuro de mais de 50 mil pessoas por ano no país. O quadro clínico também abrange complicações como malformações congênitas e alterações endócrinas, conforme aponta relatório oficial publicado em junho de 2026.

Sobrecarga no SUS

A situação gera uma pressão crescente sobre o sistema de atendimento hospitalar. Conforme o Ministério da Saúde, a demanda contínua por consultas e pronto-socorros sobrecarrega o orçamento do SUS (Sistema Único de Saúde), com custos elevados em internações e insumos. Dados do DataSUS corroboram que as complicações respiratórias permanecem entre as causas primárias de ocupação de leitos hospitalares no Brasil.

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