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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

MP denuncia cinco homens por assassinato de Cely Arrais em Aiuaba

A vereadora Jucely Alves Arrais foi vítima de um homicídio articulado por conflitos de poder em Aiuaba, no Ceará. Conforme denúncia formalizada pelo Ministério Público do Ceará, a execução de Cely Arrais foi motivada por uma retaliação direta à morte de um membro de um grupo político rival, tornando-se o ápice de uma espiral de violência que assola o Sertão dos Inhamuns.

O caso, que tramita no Judiciário, teve um desdobramento significativo nesta sexta-feira, 23/10/2026, com a denúncia de cinco homens apontados como autores intelectuais e executores do crime ocorrido em 21 de fevereiro de 2017. O Ministério Público sustenta que o assassinato está inserido em uma sucessão de ataques decorrentes de rivalidades políticas e econômicas de longa data entre famílias da região.

A motivação, segundo a investigação, remonta ao homicídio de Marcos Antonio Solano Feitosa, o "Marcos Baladeira", ocorrido em 22 de outubro de 2016. Familiares de Marcos suspeitavam que a ordem para o atentado teria partido de um grupo político que incluía a parlamentar. A tragédia pessoal de Cely Arrais já era pregressa, visto que seu pai, Júlio Luis Arrais, havia sido morto em 2001, na cidade de Pio IX, no Piauí.

Os denunciados pelo Ministério Público são: Antônio Eldo Nogueira de Sousa, Francisco Elton da Silva Sousa, Antônio Neves Pereira, Francisco André Gonçalves Feitosa e Antônio de Araújo Chaves Neto. As acusações incluem homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e integração de organização criminosa armada. A denúncia foi fundamentada em registros de câmeras de monitoramento e provas extraídas de aparelhos celulares.

O assassinato da vereadora, que na época tinha 35 anos e foi morta dentro de sua residência no distrito de Bom Nome, marcou um período de insegurança extrema em Aiuaba. O histórico de violência na região incluiu, meses antes, a morte de José Valmir de Sousa, cunhado de Cely, e, meses depois, o assassinato de Jeleudy Arrais, irmão da vereadora, e de seu marido, Josa Arrais. Até o momento, as defesas dos denunciados não foram localizadas.

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