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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Alexandre de Moraes recebe Andrei Rodrigues e cúpula da PF no Supremo

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, reuniu-se nesta quarta-feira, 07/10/2026, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, e o agente Denis de Carli. A reunião, realizada na sede da Corte, não foi registrada oficialmente na agenda do magistrado, levantando questionamentos sobre a transparência do encontro entre autoridades sob suspeita.

O episódio ganha contornos de gravidade devido ao histórico de denúncias que envolvem todos os participantes. Alexandre de Moraes é alvo de suspeitas sobre suposta atuação ilegal para proteger Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está preso sob acusação de corrupção. Relatórios da PF apontaram interações entre o ministro e Vorcaro, incluindo mensagens de visualização única. O Supremo Tribunal Federal chegou a avaliar, em 15 de setembro de 2026, a abertura de uma investigação contra o magistrado, mas a decisão foi postergada por um prazo de até 90 dias.

Paralelamente, a própria cúpula da Polícia Federal atravessa um período de instabilidade institucional. Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa foram anteriormente apontados por suspeitas de monitoramento ilegal de ministros do Supremo. Em 08 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça chegou a determinar o afastamento preventivo de ambos, decisão que foi posteriormente anulada por Flávio Dino em 09 de setembro de 2026, em um movimento considerado atípico no Tribunal.

A pauta do encontro realizado em 06 de outubro de 2026 permanece sob sigilo. A falta de transparência sobre o diálogo entre dois agentes públicos sob investigação e um ministro do STF, igualmente suspeito de condutas irregulares, gera preocupações sobre a integridade das futuras apurações. O presidente do STF, Edson Fachin, solicitou, em 24 de setembro de 2026, um parecer à Procuradoria Geral da República, que ainda não se manifestou, mantendo o caso em um limbo jurídico enquanto as autoridades permanecem em seus respectivos cargos.

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