Ministro do TSE aponta gravidade em restrições de transporte público na Bahia
A possível interferência no exercício do voto dos eleitores baianos levou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a classificar como grave a redução do transporte coletivo registrada em 25 de outubro de 2026. A medida foi decidida em resposta a um pedido de providências da Federação Brasil da Esperança, que denunciou a escassez de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, impactando diretamente a capacidade da população de se deslocar até as urnas.
Diante da denúncia, o ministro, que atua como Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, solicitou informações imediatas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia e comunicou a Presidência da Corte sobre o risco ao pleito. A ação busca garantir que cidadãos não sejam privados de sua dignidade democrática por falhas logísticas ou decisões administrativas que limitem o acesso ao voto.
Em Brasília, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou em 25 de outubro de 2026 que as dificuldades registradas estão sendo corrigidas com o apoio de órgãos como as Forças Armadas e a PRF (Polícia Rodoviária Federal). O cenário atingiu seu ponto crítico em Salvador, onde o TRE-BA determinou a recomposição de 100% da frota sob pena de multa milionária.
A situação culminou na prisão em flagrante de Pablo Souza, Secretário Municipal de Mobilidade de Salvador (SEMOB), por agentes federais. A medida decorre da redução de mais de 50% da oferta de ônibus em relação a dias úteis, desrespeitando normas que asseguram a mobilidade plena durante o dia de votação. O Ministério Público Eleitoral realizou vistorias em garagens, confirmando centenas de veículos inativos, e reiterou que o restabelecimento do serviço é indispensável para a legitimidade do processo eleitoral.
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