COAPH defende lisura de operações em meio a investigação da Polícia Federal
A Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH) manifestou-se oficialmente sobre a apuração conduzida pela Polícia Federal acerca de supostos desvios de recursos públicos da saúde no Ceará, declarando em nota divulgada nesta sexta-feira, 16/10/2026, que investigações não constituem condenações e que suspeitas não devem ser tratadas como fatos comprovados. A posição da entidade surge em um momento delicado, onde a continuidade da prestação de serviços essenciais à população é colocada em xeque pelo escrutínio das autoridades.
O processo investigativo teve origem em denúncias apresentadas pelo Sindsaúde, levando o Ministério Público do Trabalho (MPT) a ingressar com uma ação judicial. O pleito busca o reconhecimento de vínculo empregatício para os trabalhadores da categoria e a possível extinção da COAPH, sob a alegação de fraude na contratação de mão de obra. A medida, que ainda tramita na Justiça, reflete a busca por garantias fundamentais de dignidade para os profissionais do setor.
Diante das cautelares aplicadas, a COAPH informou que efetuou o afastamento dos dirigentes citados na decisão judicial. A gestão atual reforçou que a prioridade da instituição permanece sendo a manutenção da assistência médica, visando minimizar os impactos aos pacientes que dependem do serviço público de saúde no Ceará.
Quanto às alegações sobre o desvio de aproximadamente R$ 1 bilhão, a cooperativa contesta a interpretação dos órgãos fiscalizadores. Segundo a defesa técnica da instituição, o valor reflete a movimentação financeira acumulada durante anos de operação, e não o montante supostamente desviado. A entidade sustenta que receitas, despesas operacionais e faturações foram confundidas com apropriação indevida. De acordo com a COAPH, todas as contas da cooperativa foram aprovadas em assembleias anteriores e a documentação contábil segue à disposição da Justiça para futuras perícias.
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