Três brasileiros figuram entre os dez supercentenários mais velhos do mundo
Três brasileiros conquistaram um feito notável ao integrar a seleta lista das dez pessoas mais velhas do mundo, segundo dados validados pela LongeviQuest. A representatividade nacional ganha contornos regionais, uma vez que todos os integrantes do trio são nordestinos, destacando-se não apenas pela longevidade, mas pelas trajetórias de vida que atravessaram mais de um século de história no Brasil.
A lista, atualizada nesta quinta-feira, 05/11/2026, traz como expoente nacional Yolanda Beltrão de Azevedo, alagoana de 115 anos, que ocupa a quarta posição global. Logo atrás, figura a pernambucana Beatriz Ferreira Duarte, também com 115 anos. Completando o trio, o cearense João Marinho Neto, de 114 anos, ocupa a nona colocação e detém o título de homem mais idoso do mundo atualmente.
A liderança do ranking permanece com a britânica Ethel Caterham, de 117 anos. A presença massiva de brasileiros na listagem — sendo o único país com três representantes no top 10 — reflete, segundo especialistas, uma combinação de fatores genéticos, estilo de vida e o valor dos laços familiares, pilares frequentemente citados pelos próprios supercentenários como segredos para uma vida plena.
Trajetórias de superação
Yolanda Beltrão de Azevedo, nascida em Coruripe em 13 de janeiro de 1911, tornou-se um símbolo nacional ao receber, em 27 de dezembro de 2025, o Troféu LongeviQuest. Sua vida, marcada por quatro filhos e uma vasta descendência que chega aos tetranetos, é acompanhada de perto por pesquisadores como um exemplo de resiliência e saúde.
Já Beatriz Ferreira Duarte, nascida em 21 de junho de 1911 na zona rural de Jaboatão dos Guararapes, atribui sua longevidade à fé e à simplicidade da vida no campo. Embora tenha enfrentado desafios pessoais significativos, como a perda precoce de filhos, sua família descreve uma trajetória de estabilidade e conexão com a terra.
No Ceará, a história de João Marinho Neto, nascido em 5 de outubro de 1912 em Maranguape, ressalta a importância da convivência. Dedicado ao trabalho no campo, o agricultor enfatiza que o segredo de chegar aos 114 anos com vitalidade reside em evitar o isolamento e manter-se cercado pelo afeto dos filhos, provando que o bem-estar emocional é um aliado tão potente quanto os hábitos físicos.
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