Preço do petróleo sobe após EUA atacarem a ILHA IRANIANA de Qeshm
O mercado global de energia reagiu com volatilidade nesta terça-feira, 03/11/2026, após os Estados Unidos realizarem um ataque militar contra a ILHA IRANIANA de Qeshm, situada estrategicamente no Golfo Pérsico. A ofensiva, ocorrida na segunda-feira, 02/11/2026, coincidiu com a declaração de Teerã de que um Acordo para encerrar o conflito armado permanece distante, gerando incertezas sobre a estabilidade do fornecimento mundial de combustível.
Às 6h50, no horário de Brasília, o barril do tipo Brent era comercializado a US$ 106,09, uma alta de 1,23%. Simultaneamente, o West Texas Intermediate registrou valorização de 1,66%, alcançando US$ 98,06. O movimento reverte a tendência de queda observada na segunda-feira, 02/11/2026, quando os investidores precificavam uma possível diplomacia entre Irã e Qatar.
Um alto funcionário do governo do Irã afirmou à agência Reuters nesta terça-feira, 03/11/2026, que a disposição para o diálogo foi prejudicada pelas ações militares, ressaltando que Teerã não cederá ao que classificou como “exigências excessivas” de Washington. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a postura de resistência, declarando que o país ofereceu uma “resposta forte e racional” e que a responsabilidade pelos próximos passos cabe aos EUA.
A ilha de Qeshm, que abriga infraestruturas críticas como depósitos de mísseis e bases navais, tornou-se novamente palco de hostilidades. Segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal, a estratégia atual de Washington prioriza ações pontuais de menor escala, evitando o anúncio público para sinalizar que, ao menos por ora, não há intenção de uma escalada para uma operação de larga escala na região.
O cenário é agravado pela proximidade das eleições legislativas nos EUA, realizadas nesta terça-feira, 03/11/2026. Embora Donald Trump, do Partido Republicano, tenha sinalizado em Washington que um entendimento com o Irã “pode acontecer”, o ataque reforça a complexidade de conciliar promessas eleitorais com as decisões de segurança nacional em um mercado global de petróleo sensível a cada conflito no estreito de Ormuz.
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