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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Controladoria Geral de Disciplina apura denúncia de tortura por PMs no Ceará

Uma investigação administrativa foi aberta para apurar a denúncia de tortura praticada contra um jovem de 18 anos em Capistrano, no Ceará, após familiares relatarem uma abordagem violenta realizada por policiais militares nesta segunda-feira, 19/10/2026. A apuração busca esclarecer as circunstâncias de uma invasão domiciliar ocorrida no distrito de Sítio Curimatã, onde, segundo a família, a vítima teria sido submetida a métodos de violência extrema por agentes da Corporação.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) confirmou que está apurando o caso na esfera administrativa. Paralelamente, a Polícia Militar do Ceará informou que instaurou uma investigação preliminar. A Corporação reforçou que não compactua com condutas ilícitas praticadas por seus integrantes e reitera seu compromisso com a legalidade.

De acordo com o relato registrado em boletins de ocorrência junto à Polícia Civil e à CGD, a ação policial ocorreu na tarde de 17 de outubro de 2026. Familiares alegam que os agentes entraram na residência sem mandado judicial, buscando informações sobre um suspeito de integrar uma facção criminosa. A defesa sustenta que a vítima sofreu diversas violações, incluindo uso de saco plástico para asfixia, golpes de martelo e ferimentos por arma branca.

A gravidade da denúncia ganha contornos de urgência diante do histórico relatado pela família. Em junho de 2026, o jovem já teria sido alvo de uma abordagem violenta pelos mesmos policiais, ocasião em que teria recebido ameaças de morte caso denunciasse as agressões e a invasão de sua casa. A defesa da família, que agora busca a responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos, destacou que o poder estatal deve respeitar os limites intransponíveis da Constituição Federal e os direitos fundamentais do cidadão.

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